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Sua senha é realmente segura?

Cerca de 95% dos brasileiros não usam caracteres especiais nas suas senhas e mais da metade usa a mesma senha para vários app, bancos, e-mails etc


Os dados impressionam: cerca de 95% dos brasileiros on line não usam caracteres especiais nas suas senhas e mais da metade, a mesma senha para vários app, bancos, e-mails etc? O nome próprio ou de membros da família são usados como senha. Um dos maiores erros de quem transita no ambiente virtual. 

Para alertar os usuários, a Avast, empresa especializada em segurança digital promoveu pesquisa recente com 1.372 de seus clientes revelou que os brasileiros não dão a devida importância e nem levam em conta as instruções explícitas na hora de criar uma senha: números, caracteres, símbolos e alternância de letras maiúsculas e minúsculas. Isso sem contar que as senhas em sua grande maioria possuem menos de 10 caracteres, facilitando a quebra por usuários mal intencionados. 

E mudar as senhas em períodos alternados para aumentar a segurança? Acerta quem disser que um grande número não faz isso por - pasmem - por preguiça. E quase metade dos entrevistados pela Avast comete erros que podem custar muito caro, lembrando que o que fica no mundo digital ainda permanece por muito tempo. É praticamente impossível apagar alguns dados, fotos, vídeos e informações que caírem nas mãos de hackers.

Entre as práticas mais comuns - e erradas - dos usuários da empresa se segurança estão: usar o próprio nome ou o nome de um membro da família (23%). Usar a data do seu aniversário (14%). Constroem senhas usando palavras relacionadas ao seu hobby ou profissão (9%). Colocam o nome do seu animal de estimação (8%). Alguns criam senhas utilizando nomes de livros ou filmes favoritos:(6%). Nomes de celebridades (5%). Curiosamente alguns usuários criam senhas com o nome do site, no qual usa a senha (4%). E alguns clientes pesquisados inovaram na criatividade: usam o endereço residencial (3%).

O QUE PODE ACONTECER SE SEUS DADOS FOREM ACESSADOS? Imagine aquela foto que você postou, no modo privado, linda, exuberante, na piscina, de biquini, exibindo suas curvas e beleza natural. Um hacker pega estas fotos, vende na dark net e a foto é utilizada num site de acompanhantes, colocando inclusive o número do telefone (geralmente exibido em público nas redes sociais) e seu e-mail. Com os dados é possível criar um perfil falso, pedindo dinheiro aos amigos da vítima. Enfim, uma série infinita de possibilidades. Recentemente o Facebook teve dados vazados e sabe-se lá como foram utilizados. De verdade. 

Uma foto de uma criança, com uniforme, dados da escola, idade, endereço, nome dos pais e diversos dados que as pessoas postam "inocentemente" pode se transformar em um golpe pedindo resgate pela criança que foi sequestrada na saída da escola, no horário determinado. Um caos para a família que pode ser evitado com segurança redobrada nas redes sociais.


ALTERANDO AS SENHAS  É preciso alterar as senhas periodicamente, afirmam os especialistas. Poucas pessoas trocam as senhas, geralmente quando são avisadas de uma tentativa de violação de suas redes ou e-mails. Um número expressivo - cerca de 25% - nunca trocou suas senhas desde que iniciou a vida digital.


Algumas dicas podem proteger mais seus dados e sua vida online: no caso de senhas, 16 ou mais caracteres tornam seus dados mais seguros. Inclua números, caracteres especiais, alterne maiúsculas e minúsculas e troque sempre que puder. O ideal é a cada seis meses. Os dados das senhas não devem ter relacionamento com você, seu trabalho, cidade, time de futebol, e nada que possa ser rastreado por pessoas mal intencionadas. Existem App's que gerenciam senhas e as salvam em lugar seguro, criptografado para dificultar os ataques cibernéticos.

 
Nada é 100% seguro no mundo virtual, mas como no mundo real, quando colocamos alarmes, cerca elétrica, câmeras, iluminação, cães de guarda entre outras ferramentas isso dificulta a ação de criminosos. O efeito se repete no ciberespaço: quanto mais difícil mais as chances de que os criminosos da web percam tempo tentando quebrar uma senha. Eles partem para as vítimas mais fáceis.


Ramon Barros Colunista Ramon Barros é profissional multimídia

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