Os bônus e os ônus - Jornal Fato
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Os bônus e os ônus


É pacífico que o advento das redes sociais é um dos fenômenos que define o século XXI. Não sei se exagero, mas de forma inédita na história da humanidade, elas conectaram pessoas em nível planetário, permitindo todas as formas de comunicação, até de pessoas que não se conhecem. O ministro Luiz Fux, do STF, tem razão ao dizer que a imprensa é a grande aliada para as próximas eleições. Isto porque essa forma de comunicação possui seu lado sombrio: podem ser usadas para o lado mau, disseminando boatos, mentiras, ao sabor da malignidade de seus autores, tudo isso com fins antidemocráticos. E o jornalismo traz bônus e ônus. Os jornais, de uma maneira geral, estão criando normas de redação como se fossem anticorpos para combater esse mau. Isso porque - e não me venham dizer que não - o Facebook, o Instagran, WathsApp etc. - podem se tornar fontes de informação. Por essa razão - e conversei muito com o nosso editor, Wagner dos Santos -   é preciso muito cuidado porque o tema pode resvalar para censura na imprensa, o que é também profundamente antidemocrático. Como advogado, que sempre defendeu a liberdade de imprensa, me vi do outro lado, defendendo pessoas de bem vítimas do mais terríveis abusos e ofensas oriundos das redes sociais, com desdobramento para a imprensa. O momento é propício. Por isso, mais do que nunca buscamos um bom jornalismo, uma imprensa sadia.


Wilson Marcio Depes Advogado Escritor e jornalista

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