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É hora de ação

Jornalista avalia necessidade de medidas mais rigorosas, como toque de recolher, para conter o avanço, sobretudo, das novas cepas do coronavírus

Créditos: Ricardo Mignone

Sugiro ao governador Renato Casagrande fazer logo como em outros Estados e decretar TOQUE DE RECOLHER, pelo menos noturno, em todo o ES! Já há transmissão local da mutação brasileira do Coronavírus aqui ao lado, no Rio de Janeiro! Também é recomendável voltar a instalar barreiras sanitárias em todos os municípios capixabas, independentemente da classificação de risco, e passar a exigir teste recente de Covid-19 para permitir a entrada de pessoas.

O Estado também precisa com urgência encontrar meios para obter vacinas sem depender mais do Governo Federal. Não temos gestão dessa crise em Brasília, aliás, nunca tivemos. Não há liderança, sobram omissão, politicagem e incompetência.

A situação é muito mais grave do que se imagina. Se nenhuma medida mais drástica for tomada teremos cenas iguais ou piores do que já vimos em Manaus e outras cidades pelo mundo. Isso não é alarmismo. É choque de realidade.

A Covid-19 já me levou um irmão e dezenas de amigos e conhecidos. Tenho vários amigos e amigas nesse momento lutando pela vida em hospitais. Essa doença não escolhe classe social, gênero ou idade. Ela é brutal, traiçoeira e tudo isso se agrava quando não temos as ações sérias por parte dos entes públicos.

Claro que há exceções e cito aqui algumas, como a Prefeitura Municipal de Marataízes, a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, o Governo da Bahia, o Governo da Nova Zelândia e outros. Mas, como disse, são exceções, sem deixar de lembrar que em muitos casos há apenas a boa intenção, pois os governos estão algemados pela burocracia, falta de recursos e o uso politiqueiro da crise da Covid-19 por esferas administrativas superiores, sobretudo em Brasília.

Além das medidas do Poder Público, nos também precisamos nos proteger. Não existe tratamento preventivo com medicamentos para a Covid-19. A única prevenção no momento é o isolamento social, o uso de máscaras e a higienização constante. E tem as vacinas, é claro. Mas enquanto você não está vacinado, proteja-se e aos seus!

 

Por Ricardo Mignone

Jornalista


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