Multinacional planeja refinaria no sul do ES - Jornal Fato
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Multinacional planeja refinaria no sul do ES

O projeto foi apresentado ontem na Secretário Estadual de Desenvolvimento por representantes da empresa


Foto: Divulgação

A Oil Group Exploração e Produção tem planos de instalar uma refinaria modular de petróleo no Porto Central, que ainda nem começou a ser construído, em Presidente Kennedy. O grupo atua no país desde 2011, com foco na exploração de petróleo em águas profundas e pretende aplicar investimento da ordem de R$ 1 bilhão (250 milhões de dólares). A capacidade de refino da empresa é de 20 mil barris de petróleo por dia, podendo chegar a 50 mil.

De acordo com o CEO da Oil Group Exploração e Produção, Fabiano Diagoné, a localização estratégica do Espírito Santo e o equilíbrio financeiro são fatores que favorecem a implantação deste tipo de empreendimento.

"Estamos em busca de oportunidades em todo o país. No entanto, consideramos que Espírito Santo está num momento econômico à frente de outros estados, com reconhecido equilíbrio fiscal, além de possuir localização muito favorável para a nossa logística. Estamos num momento de estudo de viabilidade, com alguns clientes e fornecedores já identificados. As expectativas são muito boas', declarou.

O projeto foi apresentado ontem ao secretário estadual de Desenvolvimento, Heber Resende. Segundo ele, este tipo de empreendimento fortalece a cadeia produtiva do Estado. "O Espírito Santo tem total interesse em atrair refinarias deste porte. Temos expectativa de grande produção no campo de Jubarte após o acordo com a Petrobras. Aliados a outras empresas de exploração, queremos criar ambiente de negócios cada vez mais propício aos investidores, fortalecendo cada vez mais imagem do Espírito Santo como um estado petroleiro", destacou.

 

Porto Central

O Porto Central é uma joint venture entre o Porto de Roterdã e a TPK Logística, que será construído no porto no município de Presidente Kennedy, no sul do Espírito Santo. Trata-se de complexo industrial-portuário privado de águas profundas, de classe mundial. Ele será um empreendimento de múltiplo propósito e vai fornecer infraestrutura para instalação de vários terminais portuários, gerando na fase de construção cerca de 4,7 mil empregos diretos. Os investimentos previstos na primeira fase serão da ordem de R$ 3,5 bilhões.

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