Hifa assume maternidade e humaniza partos - Jornal Fato
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Hifa assume maternidade e humaniza partos

Em quatro meses já foram realizados 631 partos, a maioria dos partos é normal, dentro de sistema adequado


Segundo Rosely Freixo o parto adequado visa o melhor funcionamento desse trabalho de parto - Foto:Wallace Hull

Desde que o Hospital Materno Infantil Francisco de Assis (Hifa) assumiu a responsabilidade pela maternidade encarregada pelos partos de risco habitual em Cachoeiro, no início deste ano, começou a atender as normativas da Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, para proporcionar às mulheres saúde, qualidade de vida e bem estar durante a gestação, parto, pós-parto e o desenvolvimento da criança até os dois primeiros anos de vida. (Veja galeria de fotos no fim da matéria)

A nova unidade também atende mulheres de outros seis municípios da região Sul: Muqui, Presidente Kennedy, Jerônimo Monteiro, Atílio Vivacqua e Vargem Alta. De acordo com a coordenadora da maternidade e obstetra, Rosely Freixo, durante esses quatro meses de funcionamento já foram realizados 631 partos, sendo 360 (57%) normais e 270 (43%) cesarianas.

"Nós contamos com 30 leitos e temos condições de atender a mulher desde o momento em que está grávida, até o nascimento, com baixo risco ou risco habitual para parto, tanto normal quanto cesariana", diz. 

A médica informa que a maternidade conta com um projeto chamado parto adequado, da Rede Cegonha, tudo com protocolo individualizado para cada caso. "Quando a gestante chega ao hospital, a partir de 37 semanas, ela vai ser acompanhada por um obstetra em tempo integral, fica com o acompanhante antes, durante e no pós-parto e depois segue para o leito com seu bebê", conta.

Entre as ações da Rede Cegonha está a implantação de centros de parto normal, onde a mulher é acompanhada num ambiente preparado para que possa exercer as suas escolhas, como se movimentar livremente, ter acesso a métodos não farmacológicos de alívio da dor.

Um fator fundamental neste atendimento é a ambiência, com projetos arquitetônicos que buscam privilegiar cores harmônicas, conforto luminoso, térmico e acústico. Outro objetivo é reduzir cada vez mais a taxa de mortalidade materna e neonatal e as ocorrências de cesarianas desnecessárias na rede pública de saúde.

Funciona em conjunto com a maternidade para humanizar o parto, oferecendo às gestantes um ambiente mais adequado, privativo e um atendimento centrado na mulher e na família.

 

 

 

Mães aprovam

 

 

"Fazer os exercícios para facilitar o parto, ser acompanhada por minha mãe e ter toda assistência, fez do parto de Sara um momento inesquecível", revela Camila Sampaio. A mãe dela, e avó da criança, Luciá Sampaio, reforça: "Adoramos escolher o Hospital Infantil para minha neta Sara nascer. Ótimo atendimento. Carinhoso e profissional".

Outra mãe satisfeita com a experiência é Rothiene de Souza. "O parto foi tranquilo, meu filho nasceu bem e com saúde. O bom foi ter alguém de minha família por perto o tempo todo.

Em média, o tempo de rotatividade na unidade, entre o nascimento e a alta é de 48 horas e a mãe fica todo o período com seu recém-nascido. Segundo Rosely Freixo, coordenadora da maternidade, o parto humanizado e adequado visa o melhor funcionamento desse trabalho de parto, sendo da seguinte maneira: se a mulher tiver condição de realizar um parto normal, será realizado. Se por algum motivo, não tiver condição, será cesariana.

"É sempre bom para a criança e para a mãe, para sua recuperação, o parto normal. Quando a gestante chega aqui no hospital, nós vamos orientá-la às condições daquele momento e as que podemos ter para evoluir para um parto normal. A humanização permite o contato pele a pele do bebê com a mãe, além da presença em tempo integral do acompanhante e exercícios físicos que são feitos durante o trabalho de parto com os aparelhos adequados, tudo isso para uma maior humanização", explica.

O Hospital Materno Infantil Francisco de Assis é referência no Sul do Estado, devido a boa estrutura da unidade. "Nós contamos também com a UTI Neonatal (UTIN), então a mãe está em um ambiente adequado caso o seu neném precise de um atendimento mais especializado, nós temos todo aparato para que ele seja bem atendido", explica.

 

"Qualidade digna para mãe e filho", reforça superintendente

"Nós temos resultado positivo e qualidade ímpar no Brasil, diz Jaílton Pedroso

 

 A decisão de o Hospital Infantil Francisco de Assis (Hifa) assumir a maternidade de risco habitual na região sul veio da solicitação do Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde. No final de 2018, o serviço fora entregue pela Santa Casa de Misericórdia.

"Nós aceitamos o convite de incluir mais um serviço e essa vantagem é imensurável para a população. Nossa missão é oferecer serviço de qualidade para nossas crianças e mães, então buscamos atender dentro do nosso planejamento as prerrogativas do Ministério da Saúde. O hospital proporciona assistência intensiva para a criança. Mãe e filho são tratados com qualidade digna e humana", afirma o superintendente do hospital, Jaílton Pedroso.

De acordo com ele, o serviço conta com a parceria do Governo do Estado, com convênio, e tudo está ocorrendo da melhor maneira possível.  "Nós temos resultado positivo e qualidade ímpar no Brasil. Tenho certeza que estamos entre os melhores serviços na assistência pediátrica e materno infantil. Conseguimos através da captação de recursos e contamos também com ajuda da população, de empresários, e esses valores juntos fazem com que nós possamos atender mãe e criança com dignidade. Não há milagre, há planejamento, gestão financeira efetiva, tudo transparente", explica. 

 

Inauguração marcada para sábado

 O evento de inauguração oficial da maternidade, que começou a operar no início de janeiro, acontece no próximo sábado (11), às 9h00, na rua Estrela do Norte, no Campo do Estrela. O superintendente Jaílton Pedroso garante que será um presente para as mães e está com boas expectativas para o evento.

 

Estrutura


A nova estrutura conta com 14 obstetras entre outros especialistas como neonatologistas, anestesistas, enfermeiras e técnicos, e a possibilidade da realização de até 170 partos por mês, atendendo gestantes a partir de 37 semanas de gestação. Já os atendimentos de alto risco continuam sendo encaminhados ao Hospital Evangélico, referência neste tipo de situação.

Ao todo são 30 leitos, sendo 19 de alojamento conjunto, quatro de enfermaria clínica obstétrica/ginecológica, quatro leitos de enfermaria, três quatros PPP (pré-parto, parto e pós-partos).

 

 

 

 

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