Após racha, PP e PSB disputam filiados - Jornal Fato
Política

Após racha, PP e PSB disputam filiados

Noemi saiu do PP para ingressar no PSB: hora de tomar posição


- Foto Divulgação

Ex-coordenadora do PP Mulher no Espírito Santo, a servidora pública Noemi Borges mudou de partido e, agora, faz parte do PSB. A decisão dela é a síntese da situação delicada que se configurou desde o rompimento do vice-prefeito Jonas Nogueira (PP), com o prefeito Victor Coelho (PSB). Noemi escolheu seu lado.

"É hora de tomar posição. Estou do lado do time que ganhou as eleições. Uma gestão que vai marcar época. É preciso estar em sintonia com o bom momento que Cachoeiro está vivendo. E contribuir para mudar a história da nossa cidade", disse.

Noemi era uma das poucas remanescentes do PP nos quadros da Prefeitura.  Em janeiro, o prefeito Victor Coelho decidiu exonerar os integrantes do Progressistas, após o vice-prefeito se exasperar com a concessão de subsídio para o transporte coletivo. Jonas foi o principal opositor do projeto e participou de debates vigorosos em público com o então secretário de Governo, Weydson Ferreira, que conduzia o assunto.

O racha também evidenciou problemas internos do PP, na avaliação de Noemi. "O partido (Progressistas) foi eleito em 2016 para governar a cidade e a gente não tem visto isso. A decisão de um, unilateral, prejudicou todo partido. Não temos voz nem vez. As decisões são tomadas apenas por um. Ainda está na provisória, não foi feito diretória. Meu desejo é contribuir democraticamente e da maneira que puder. Independente de partido ou cargo, o que a gente quer é uma cidade melhor para viver".

Jonas, que também é presidente do PP em Cachoeiro, rebate. Diz que a insatisfação da ex-filiada começou no período eleitoral de 2018, com a entrada de mulheres para compor a chapa de candidatas a deputadas estaduais, mesma vaga que Noemi disputaria. O dirigente partidário fez os convites. Os atritos gerados desde então, culminaram com a saída, pode decisão da Executiva Estadual, dela do comando do PP Mulher.

Ele também assegura que as decisões no partido são democráticas, inclusive deixando livres os vereadores para se posicionaram nas votações, e que o rompimento com o prefeito se deu por posicionamento seu como vice-prefeito e cidadão, que acabou por resultar na punição ao partido para atingi-lo. "Não vou deixar de me posicionar por conta de cargos", afirma.

O presidente do PP garante que o partido está com as contas e a situação legal em dia. E garante que a saída de Noemi não trará impactos negativos para a formação de chapas de vereadores do Progressistas. "Inclusive já foi reposta com o ingresso de ex-candidata, oriunda do PSB". E vai além. "Estamos fortes e teremos candidatos a prefeito", garante.

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