Jonas Nogueira explica opção pelo PSL: ideologia - Jornal Fato
Política

Jonas Nogueira explica opção pelo PSL: ideologia

Vice-prefeito de Cachoeiro ressalta que o alinhamento de seu antigo partido, Progressistas, com o PSB estadual, pesou na decisão: ele quer disputar a prefeitura


Jonas se denomina conservador nos costumes e liberal na economia e acredita no legado de Bolsonaro (com ele na foto) e Manato

O vice-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Jonas Nogueira, se filia neste sábado (17) ao PSL. Após quase três anos, ele se desfiliou na última quinta-feira do Progressistas (PP), depois de se reunir com o presidente estadual da sigla, Marcus Vicente. A movimentação tem como objetivo o melhor posicionamento para disputar a Prefeitura no ano que vem.


No PSL, Jonas tem garantida a pré-candidatura a prefeito. Segundo ele, a mudança se dá por motivos ideológicos, já que se denomina como um político conservador nos costumes e liberal na economia, mas, também, para garantir espaço para uma candidatura de oposição ao prefeito Victor Coelho (PSB), visto que o PP, hoje, em nível estadual está alinhado com o governador Renato Casagrande, que é correligionário de Victor. O próprio Marcus Vicente é secretário na gestão estadual. Embora na agremiação também tivesse a garantia de que poderia ser o candidato ao cargo, sua preocupação era de que pudesse haver insegurança em outros partidos com os quais desejaria buscar alianças.


"Sou cristão, pela família, contra a ideologia de gênero e o aborto. E pela minha formação profissional, liberal na economia, contra os atrasos provocados pela legislação ambiental e pela burocracia que dificulta a vida do empreendedor", explica, ressaltando ainda o tempo de TV que o partido dispõe, o bom desempenho do partido nas urnas no ano passado, principalmente as votações expressivas de Carlos Manato, para o governo (42%), e Jair Bolsonaro, para a presidência (75%), em Cachoeiro .


Jonas garante que não teve problema algum no PP. E que sua saída se deu sem traumas, após conversa olho no olho com o presidente estadual. No PSL, sua entrada foi viabilizada após convite feito pelo presidente municipal Breno Robles, que marcou a conversa decisiva com o presidente estadual Carlos Manato, há cerca de 30 dias. "Foi uma conversa muito direta que me deu a certeza de que poderia me filiar. Depois de muita conversa com quem já estava, fui muito bem recebido por todos", conta.

Desentendimento
Um dos principais desafios do PSL parece já ter sido vencido antes mesmo da filiação. Com a entrada de Jonas, o professor Wellington Callegari e o ex-vice-prefeito Jathir Moreira renunciaram às pré-candidaturas e não vão participar da disputa interna que fragmentava o partido. Ambos deverão ser nomeados presidente e vice da sigla, respectivamente, no próximo dia 30.

Segundo Wellington, a articulação envolveu a ele próprio, Jathir é Manato, a favor da  União do partido em torno de uma candidatura considerada mais viável no momento. "Nosso objetivo é articular com as forças de centro e direita, em Cachoeiro".


Breno, que fez o convite inicial de filiação ao vice-prefeito, também era pré-candidato, mas seu futuro está indefinido, embora permaneça no partido, por enquanto. Ele manifestou sua frustração com o encaminhamento das coisas.


"Jamais sucumbirei a velha e suja política de sempre. Partido nenhum me tirará da presença do bem e da retidão. Analisarei com muita coerência minha permanência no PSL junto aos meus apoiadores, exatamente por não concordar com algumas das ações de bastidores", disse referindo-se à mudança na Executiva municipal, sobre a qual, alega, não houve diálogo, apesar de todo o trabalho para fortalecer o partido. As queixas não se estendem a Jonas.

Filiações
Até seus últimos dias no Progressistas, Jonas promoveu filiações. Ele não pretende se movimentar para tirar ninguém de sua antiga casa, mas garante que não vai fechar as portas caso alguns deles queiram acompanhá-lo no PSL. "Mantenho minha gratidão e respeito ao Progressistas", garante.

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