Marataízes e o amadorismo em atender clientes - Jornal Fato
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Marataízes e o amadorismo em atender clientes


- Foto: Marcos Kito

Era o único restaurante perto e, já que o trânsito é insuportável, optamos por ele. De cara nos deparamos com o péssimo hábito do dono de falar mal de outros comerciantes da cidade. Na mesa ao lado outro cliente que poderia estar ouvindo as vantagens de um verão em Marataízes, ouvia, com bem pouca paciência, o quanto o proprietário daquele restaurante vazio e caro se achava superior aos seus colegas de profissão.

Na areia da praia não acho injusto que o preço seja um pouco maior. Enquanto a maioria se diverte os bares e quiosques lutam para manterem-se vivos, embora não seja verão o ano todo. Então, teoricamente, não seria injustiça cobrar caro. Injusto é vender gato por lebre. Em pleno primeiro domingo de janeiro as mais básicas e consumidas marcas de cerveja eram produtos inexistentes no lugar que estávamos. A pescadinha a passarinho era um peixe qualquer de água doce com sabor de fundo lembrando lama. O chopp que prometia ser de uma marca era de outra. E estava quente.

Um almoço às 17 horas sem precisar se deslocar de carro? Então... fomos ao mesmo restaurante caro cujo dono falou mal de deus e todo mundo. Era uma segunda chance. Teria sido uma experiência agradável se não fosse a porção de carne que prometia ter de 300 a 400 gramas chegar na mesa com cinco ou seis fatias finas e acompanhamentos ridiculamente diminutos. E o bar logo adiante que tá na moda mas vende long neck a preço de uísque?

Depois de um final de semana sendo enganados pelos comerciantes de Marataízes, voltaremos. Pela proximidade e pelos laços de afeição. Mas sabendo que o turismo de lá não cresce por inúmeros motivos. A cidade não é tão bonita, o mar não é sempre claro e o vento, por vezes, pega pesado. Mas nada disso afasta mais as pessoas do que a absoluta falta de zelo, respeito e verdade de uma parte grande dos comerciantes locais. Uma pena. A sensação de ter sido vítima de golpe não nos levará de volta aos mesmos estabelecimentos.

 


Paula Garruth Colunista

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