Incêndio destrói 300 hectares de reserva em Cachoeiro - Jornal Fato
Meio Ambiente

Incêndio destrói 300 hectares de reserva em Cachoeiro

O fogo foi combatido durante o dia por voluntários e contido pelo Corpo de Bombeiros à noite


Um incêndio destruiu uma área de cerca de 300 hectares da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Cafundó, na localidade de Duas Barras, em Cachoeiro de Itapemirim. Diversos animais morreram queimados, de acordo com o presidente do Sindicato Rural (Sindirural), Wesley Mendes.

O fogo começou por volta das 7h deste domingo (03). Não se sabe ainda por onde. O motivo, de acordo com Wesley, inicialmente foi um curto na fiação elétrica. "Os fios de alta tensão passam por cima da mata. Conversando aqui com os moradores, mas sem ainda uma perícia oficial, chegamos a um consenso de que foi um início de curto nessa fiação. Uma faísca pode ter caído na mata e deu início ao incêndio", comenta. Ele disse ainda que para o fogo tomar a proporção que tomou, não é preciso muito.

As chamas se alastraram por causa da mata alta e seca. "Em novembro choveu bastante e o mato cresceu muito. Isso é um combustível para as chamas. E ainda estava ventando bem, o que ajudou no alastramento".

Mendes relatou que foi uma tarefa árdua tentar combater o fogo tão alto, e que durante todo o dia não pôde contar com a ajuda do Corpo de Bombeiros, porque a equipe atendia a outras ocorrências. "Foi um esforço dos voluntários e nosso do Sindirural. Mas é quase impossível apagar essas chamas. Elas tomaram uma proporção muito grande. Ligamos para o Corpo de Bombeiros, mas os agentes estavam combatendo outros incêndios em Vargem Alta e atendendo a acidentes. Então... É um efetivo muito pequeno para atender a tantas demandas. Mesmo exaustos, eles chegaram em Duas Barras umas 22h30 e saíram de lá por volta das 4h. Não trabalharam com má vontade. Eles são guerreiros, mas são poucos. O Estado precisa ver isso. É uma questão urgente", reclama.

Wesley lamentou que o incêndio tenha destruído tanta área reservada. "Essa área foi protegida por produtores rurais. Era 70% de mata nativa. Foi uma tristeza ver tudo sendo destruído. Vimos muitos animais morrerem, tentando fugir, em vão, do fogo", lamenta.

O trabalho, agora, será de vigilância, pois ainda há focos do incêndio no local.

 

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