Mandona, eu? - Jornal Fato
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Mandona, eu?

Algumas pessoas são naturalmente líderes, assumem seu espaço no mundo


Algumas pessoas são naturalmente líderes, assumem seu espaço no mundo que os cerca e não transferem aos outros as responsabilidades que lhes cabem. São ativos, participativos, resolutivos, envolventes, sempre ocupados com questões familiares e comunitárias. Certa vez ouvi uma descrição perfeita: Quando precisar de um voluntário procure entre os muito ocupados - porque quem tem tempo nunca tem tempo, e quem não tem tempo, esses sim, sempre arrumam um tempo para servir.

Em geral os comodistas, os encostados, os "deixa a vida me levar", qualificam ou desqualificam os que ocupam cargos de liderança, denominando-os mandões e oportunistas. Um líder, em geral, assume uma posição de proeminência porque ao redor a maioria se omitiu. Os omissos representam a maioria da humanidade, deitam no berço esplendido, não conduzem com precisão nem a própria vida e para completar, são invejosos. Como cuidam apenas do essencial, ou muito egoisticamente, do próprio umbigo, e não possuem o elã vital para partir para a luta, assistem de camarote e sempre que surge oportunidade, talvez envergonhados da própria omissão, jogam veneno naqueles que ocupam o palco da vida.

Todos nós possuímos dons especiais que podem e devem ser colocados à serviço. As demandas são tantas, uns trabalham voluntariamente para os carentes, outros visitam os doentes, muitos ocupam espaços públicos ou religiosos; ou ajudam costurando, bordando, cozinhando, distribuindo alimentos aos necessitados, participando das reuniões comunitárias, sugerindo melhorias para a cidade, denunciando abusos contra os mais fragilizados. É só tirar a venda dos olhos e observar ao redor o quanto se pode ser útil, o quanto há de demanda reprimida de serviço e amor ao próximo, à comunidade, e em defesa dos abandonados e oprimidos, seres humanos e animais, e de desrespeito ao meio ambiente. E sempre que possível contribuir com sugestões positivas o com exemplos, afinal viemos a esse mundo com oportunidade única, não permitamos que ela escape, por comodismo e covardia. E quando lhe acusarem de ser mandão, nem responda. Na coxia é fácil criticar. Mudem o foco, ajudem a assumir as inúmeras atividades, se permitam entender como é prazeroso servir e viver em plenitude.

 

Marilene De Batista Depes


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