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Cachoeiro continua sendo grande centro de grandes artistas da música


Cachoeiro continua sendo grande centro de grandes artistas da música: Roberto Carlos, Sergio Sampaio, Raul Sampaio, Zuzuca, Menininho e mais alguns (deixo esse espaço para os que eu tenha esquecido). Esses, realmente, alcançaram o píncaro da importância no cenário da música nacional; todos acertaram em cheio.

E, na música, temos muito mais. O leitor certamente acrescerá algum outro que tenha fugido à minha já fugidia memória. Agora mesmo, graças às redes sociais e à qualidade musical própria, aparece (aparece pra mim, que não tinha observado com atenção) a figura exemplar de outro grande cantor cachoeirense (dizem que é de Mimoso do Sul, mas como o nome diz, somo todos do Sul do Espírito Santo). Ele se apresenta como Rogério Aço Doce, e suas apresentações e voz merecem destaque nos últimos tempos e nos tempos atuais.

De modo geral, nossos cantores são sempre reconhecidos.

Mas quando se fala em artesanato, posso dizer que nossa cidade - e região - é celeiro deles. Poucos municípios e regiões brasileiras tê-los-ão em quantidade e qualidade, como temos por aqui. Mas a maioria deles é de ilustres desconhecidos de nós mesmos, de nossa cidade, de nossa região - e não deveria ser assim.

Falei em tantos músicos, todos reconhecidos ou a caminho do reconhecimento nacional e até internacional. Já quanto a artesãos, aqui vou falar apenas de um, pela razão mais que simples de tratar-se de jovem genial que... faleceu neste mês - e quase ninguém o conheceu. Estou falando do Josué, de pseudônimo JD BURTON, desenhista com sérios problemas físicos e que apesar de todos eles, graças à sua mais que extrema sensibilidade conseguiu expressar seu enorme talento, produzindo arte de elevada qualidade.

E presto minha homenagem a quem mais o prestigiou e o fez tornar-se conhecido até onde pode. Refiro-me ao escritor e jornalista cachoeirense Romulo Felippe, que não só o reconheceu e fez intensa divulgação dele, como o fez protagonista de seus consagrados livros de ficção. Além da admiração que tem por JD BURTON, ainda o contratou para ilustrar seus livros de ficção que rodam e rodam com sucesso muito além do Brasil.

Ao escrever este texto singelo, reproduzo, nesta página, trabalhos de Burton, ao mesmo tempo em que homenageio Romulo Felippe, o divulgador desse artesão dedicado e inigualável em sua arte, que nos deixou tão jovem.

Homenageio também, e no mesmo nível, a arquiteta Manuela (Manu) Perim, que foi a primeira pessoa a me apresentar a arte de JD BURTON.

Obrigado Romulo, obrigado Manu e obrigado JD BURTON, devo muito a vocês.

 

 

Falando de Livros

Falo sobre os livros de Fernando Henrique Cardoso - "Diário da Presidência", três volumes já publicados, os quais fiz doação à Biblioteca da Câmara - Biblioteca Prof. Deusdedit Baptista - doação que fiz pela importância dela e por a Biblioteca estar em área não inundável.

Recomendo a leitura pela juventude estudiosa de Cachoeiro, aquela juventude que quer se inteirar dos meandros da política, com abordagem sem fingimento ou conversa fiada. FHC gravou todas as suas conversas na Presidência e as transformou nesses livros. As gravações ficarão disponíveis brevemente, conforme ele avisou. 
São três volumes, lançados em 2015, 2016 e 2017, respectivamente, cada um representando dois anos do governo FHC. Falta o quarto volume que, pela ordem natural das coisas deveria ter sido publicado em 2018 - estamos em 2020 e nada.

Desconfio que o quarto volume (com conversas e relatos dos dois últimos anos do governo FHC) desmoralizará parte gigante dos políticos brasileiros - afinal, era fim de governo. Está demorando sair, mas vem.
A consideração que faço é que leiam esses livros, escritos por intelectual da melhor qualidade, o qual não tem máculas, e não exatamente escrito por mero político que alcançou, por oito anos, a presidência da República do Brasil.

Esperem a bomba atômica que vem no quarto volume, que prometo também ofertar à Câmara, enquanto ela estiver em área não inundável - assim poderão ser consultados sem medo das enchentes que andam nos destruindo e destruindo nossas bibliotecas, ante o silêncio escabroso de quase todos nós.

  

 


Higner Mansur Advogado, guardião da cultura cachoeirense e, atamente, vereador

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