Rico de primavera - Jornal Fato
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Rico de primavera

Bebo um amor...


Bebo um amor...

leve
fino como vinho
desatino sem explicação
feito ao acaso
longo e oblíquo
que se bebido embriaga
acumulado no peito
como ânsia da boca que pede o beijo.
líquido
rico de primavera
carregando consigo brilho do sol no céu
e multiplica-se
esperando ser bebido
com gosto de mel da pele tua
na taça cheia de ondas
tranquilas

 

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...ando faminto

uma fome ignota
que vem à boca e não cessa.

Quisera a vida fosse festa, panfleto com folguedos, vinho e queijos.

execrando de tal maneira dores e tristezas e então viriam flores perfumando a sala da mulher que amo

e o fausto em parte fosse arte e alma para saciar a fome que sinto.


Giuseppe D'Etorres Advogado

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