O amor é a grande alegria - Jornal Fato
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O amor é a grande alegria

Eu não tenho medo de demonstrar amor, disse ao amigo incrédulo


Eu não tenho medo de demonstrar amor, disse ao amigo incrédulo. Nunca tive. Desde tempos imemoriais, sempre o fiz, sem o menor constrangimento. Sempre achei, por vocação amorosa, que todos deviam se comportar assim. Claro que, desde sempre fui amado, aprendi a me amar e, daí, amar a outrem. Seja o amor social, fraternal e romântico.

Prossegui: de que adianta erguermos estatuas póstumas, ou placas rememorativas. Se a criatura não está ali para receber o doce fado de ser amado. Não posso inculcar a ideia de amor nas pessoas, mas dizer que as amo, de todo meu coração.

Imaginemos um cenário hostil e beligerante, num dado instantes cessam-se os estrondos bombásticos, as metralhadoras calam-se, e guerreiros diferentes, jovens ainda, que sequer sabem porque lutam, se fitassem, dizendo, em suas línguas, um ao outro, eu te amo, como criatura, como agente de vida, como contador de estrelas, como ser humano.

Imaginem que invés do azedume da pólvora, teríamos o perfume das flores. Invés de um céu esmaecido, um palio bordado de diamantes a brilhar, e o refulgente prateado da imensa lua, fotografando a cena pacifica e amorosa.

Conclui para o amigo: o amor é elixir para uma vida boa, que mesmo não sendo longa, será ótima! Amar é o próximo trem, na próxima estação a nos esperar. Embarquemos, amigo, pois que apesar dos movimentos normais, haveremos de transformar, ante sua participação, incontáveis jornadas de ventura, e a própria vida, numa experiência gloriosa e espetacular. Dito isso, abraçamo-nos e, juntos, seguimos caminho, na certeza de que malgrado feito de surpresas, no frigir dos ovos, o amor é a grande alegria.

 

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De onde exala tal fragrância farta, que ensandece o olfato, resvala na alma, indo se calar, leve e suavemente, no colo da amada.

Um cristal líquido, forte como um feitiço nostálgico, relembrando a moça cálida, dos abraços profanos, atrás das portas.

E nesse instante, um gosto de saudade invade, cada parte tanta que não fala, e ama, perpetua e rara a parte que faltava, com a fragrância exuberante.

Livre das galhofas que nada importam, nem das incontáveis formas amorfas, o aroma fascinante designa cada passo que vinha, daminha boca, da minha boca, desenhando a tua boca, na minha

Beijos libertinos vão surgindo. Afloram os meninos, aprendendo o amor, que se transforma, como barro, e como barro jorra, liquido no jarro, perfumando onde mora.


Giuseppe D'Etorres Advogado

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