O corpo perfeito existe? - Jornal Fato
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O corpo perfeito existe?

Profissionais de saúde ensinam o caminho para conquistar a boa forma sem abrir mão da saúde


O nutricionista Felipe Marquezini alerta para risco de seguir dietas da moda - Foto:Divulgação

A grande dica de ouro dos profissionais de saúde é manter uma alimentação balanceada, rica em fibras, verduras, legumes, longe de frituras, doces e álcool em excessos. Tudo isso, aliado à prática de exercícios físicos, ao menos três vezes na semana. Isso é levar uma vida saudável.

Os resultados aparecem a longo prazo. As taxas se mantem em níveis bons, a pessoa tem mais disposição para os afazeres do dia-a-dia e o corpo se mantem em forma.

O que acontece é que as pessoas não se preparam durante o ano e acabam querendo compensar 11 meses de mau comportamento em um. Isso, juntamente à alienação imposta pela sociedade de acreditar que só é aceito quem é magro ou tem o corpo todo malhado, levam grande parte da população a recorrer a várias cirurgias plásticas, dietas malucas, e muitos outros meios de alcançar o corpo desejado visando somente a estética e deixando de lado a saúde que acaba sendo prejudicada com essa busca desenfreada. 

"Na verdade, as pessoas procuram um milagre na área da estética. Mas é necessário associar a alimentação ao exercício físico", explica a fisioterapeuta e esteticista Elaine Mello. 

Segundo ela, o trabalho tem que ser continuo, durante os 12 meses para que se tenha um resultado permanente e satisfatório e não somente momentâneo. "É muito importante estar assistido por um profissional capacitado e seguir corretamente as suas recomendações. É comum encontrar pessoas que preferiam fazer tratamentos por conta própria ou com pessoas sem experiência e os resultados foram prejudiciais tanto a saúde quanto ao corpo."

Que o diga a bancária Francielle Guebert. Ela tentou a dieta da proteína e durante um mês consumiu apenas ovos, queijos e a fins. "Como eu não gosto muito de carne, ela não funcionou muito para mim", disse. Ela conta que observou pouca perda de peso porem por se tratar de uma dieta bastante restrita, acabou interrompendo precocemente, o que acarretou num ganho dos quilos já eliminados. "Eu não cheguei a identificar nenhum problema de saúde relacionado a essa prática, mas com o passar dos anos descobri o refluxo e uma grande azia ligada ao consumo de leite e derivados", explica.

O nutricionista Felipe Marquezini alerta para o risco de seguir dietas da moda. "A saúde pode ser prejudicada de diversas formas, porém a mais avassaladora é a compulsão, que geralmente vem após uma restrição radical", comenta. Segundo ele, a fórmula mágica é justamente evitar as restrições. "Devemos ser extremamente flexível e utilizar a moderação a seu favor", recomenda.

O grande problema desse assunto está nos exageros que podem até provocar doenças, físicas ou psicológicas, causadas pela busca desenfreada de uma "forma ideal" para o corpo. A psicóloga Renata Charra explica que tudo isso se tornou uma obsessão imposta pela ditadura da moda, por sua vez, em constantes transformações. 

"As pessoas estão deixando de ir as academias para malhar por uma questão de saúde. Elas estão tentando seguir padrões de beleza as vezes fora de suas realizadas e não medem esforços para alcança-los. Isso acaba deixando o corpo doente e não saudável como supostamente é o objetivo dessas pessoas". Comenta. A não realização desse padrão o leva, muitas vezes, à depressão e à desilusão consigo, como alguém que não atingiu a sua meta e, por isso, não é feliz.

Felipe aconselha que cada um deve buscar cada um deve buscar como objetivo o seu melhor, aquilo em que o seu corpo pode se transformar dentre de uma mentalidade realista. "Você deve buscar conhecer qual é o seu grande motivo, seja a vontade de ser mais saudável ou por natureza estética. O importante é você fazer o seu melhor para que você seja o seu melhor!"

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