Portadora de AME recebe a 1ª dose de medicamento - Jornal Fato
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Portadora de AME recebe a 1ª dose de medicamento

O medicamento custa R$ 300 mil a dose


A cachoeirense Aline Oliveira, 32 anos, sofre de Atrofia Muscular Espinhal (Ame), uma doença degenerativa. A farmacêutica sofre com os sintomas desde os 14 anos, mas apenas em 2017, depois de muita luta, foi diagnosticada que ela é portadora da doença. A partir disso, ela iniciou outra luta: a busca na Justiça pelo remédio que custa R$ 300 mil a dose. Em setembro de 2018, Aline ganhou a causa e hoje, 6 meses depois, o tão sonhado remédio chegou e ela tomou a primeira dose.

Durante todos os anos de luta, Aline procurou ajuda de médicos em Cachoeiro, Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro para descobrir qual era a doença que ela tinha.

"É praticamente um milagre conseguir esse remédio, porque estamos falando de cada dose R$ 300 mil, então, em um ano chega a R$ 3 milhões, se não fosse por meio judicial eu não conseguiria", afirma.  

Ela conta que quando ligaram para avisar que o medicamento havia chegado, ela não acreditou e ficou muito emocionada. Chamou sua mãe para compartilhar a novidade e as duas se abraçaram e choraram juntas. Todo o esforço foi recompensado.

"Foi o melhor presente que eu poderia ter ganhado. Não tive nenhum efeito colateral, a única coisa que eu senti foi dor na lombar porque é onde aplica, o remédio é injetado dentro da medula. Eu tomei a primeira dose semana passada, daqui a 14 dias tomo a segunda, depois de 28 dias a terceira e a quarta dose é 30 dias depois. Após esse processo, a dose passa a ser de 4 em 4 meses, para o resto da vida", explica.

A farmacêutica diz que inicialmente por ser uma medicação nova, os médicos falam que cada organismo reage de uma maneira, mas ela acredita que o remédio vai ajudar a parar de atrofiar seus músculos e que ela vai conseguir fazer as coisas que hoje ela não consegue fazer sozinha, por exemplo, andar. 

Aline é sinônimo de persistência e fé e deixa um recado para as pessoas que sofrem da mesma doença. "Tem que ter fé, tem que acreditar. Do mesmo jeito que Deus abriu essa porta para mim e chegou a medicação e essa esperança, Deus também vai dar para essas outras pessoas que ainda não conseguiram", afirma.

Sua mãe, Cecilia de Oliveira Ferreira, acredita que se esta medicação não curar sua filha, vai surgir outra que vai permitir que Aline seja curada e pede para que todas as mães que passam por essa situação não percam a fé.

"Não deixem de acreditar. Nós temos um Deus que nos ajuda, então não desistam, corram atrás, peçam ajuda. Eu espero e oro para que todas as mães consigam", conta.

 

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