Datas marcantes revelam a história de Cachoeiro - Jornal Fato
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Datas marcantes revelam a história de Cachoeiro

Às margens do rio Itapemirim nasce a cidade que se tornaria o principal polo econômico da região


Foto: Ronaldo Santos

Alguns acontecimentos dos séculos 19 e 20 servem para cronologicamente mostrar a evolução de Cachoeiro de Itapemirim, que diminuiu em território da mesma forma como cresceu em população e importância, ao ponto de ser o principal polo econômico da região sul do Espírito Santo.

A primeira missa foi celebrada em 1856, no mesmo ano em que se criou a freguesia de São Pedro e começou a funcionar a primeira escola primária. A inauguração dos Correios foi em 1858, e sua elevação a vila ocorreu em 1864. O primeiro jornal foi fundado dois anos depois. A instalação da Câmara aconteceu, em 1867 - o que marca a emancipação em si.

A iluminação Pública, com lampiões a querosene, só viria duas décadas depois, em 1887.  E, finalmente, em 1889, a vila passa à condição de cidade e teria instalada a agência de telégrafos, que a maioria, hoje, nem sabe bem o que era.

O século seguinte, 20, foi de grandes avanços para o município. O hospital mais antigo, a Santa Casa, mantém, desde a inauguração, em 1900, importância indelével para a Saúde do Município e região.

Em 1903, o município, então de vanguarda, inaugura a Ilha da Luz e se torna o terceiro do país - o primeiro do Espírito Santo - a dispor de energia elétrica. A Câmara inaugurou sua sede no mesmo ano.  

Cachoeiro era, também, referência ferroviária. Em 1907, teve inaugurada a Ponte de Ferro, evento que trouxe ao município o então presidente Nilo Peçanha. Outro presidente, investido do cargo, só voltaria a pisar em terras cachoeirenses muitos anos depois. Foi Lula, mais de um século depois, em 2008, para inaugurar e Escola Técnica Federal.

O primeiro prefeito só viria a ser eleito em 1914, Coronel Francisco Braga, pai de Newton e Rubem Braga. Até então, era o presidente da Câmara Municipal quem desempenhava esse papel. O século ainda traria a fundação do estrela do Norte, da Viação Itapemirim, emissoras de rádio, televisão e instalação de faculdades.

 

GIGANTE

Cachoeiro de Itapemirim comemora na segunda-feira, 152 anos de emancipação política. Nasceu com perímetro territorial expressivo. Abrangia os atuais municípios de Vargem Alta, Rio Novo do Sul, Castelo, Alegre, Guaçuí, Atílio Vivácqua, Muqui, e se estendia até a região do Itabapoana, alcançando Rio Pardo (Iúna), São José do Calçado, além de outras localidades. 

A data da emancipação não foi escolhida por acaso. Era o aniversário da primeira e única Constituição do Brasil Império, que fora outorgada por D. Pedro I em 25 de março de 1824.

Hoje, o município tem cerca de 210 mil habitantes. Mas, um século e meio atrás, era apenas pequeno povoado em um ponto do vale a poucas dezenas de quilômetros de distância do litoral, às margens do principal recurso natural da região, que forma bacia hidrográfica com mais de seis mil quilômetros quadrados.

O Rio Itapemirim, que inspirou o seu nome, foi crucial para o surgimento do vilarejo, que posteriormente perceberia ascensão econômica, social e cultural sem precedentes no Espírito Santo, até então.

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