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Política não é brincadeira

Política não é brincadeira. Nem paixão. Nem euforia transloucada. Nem ímpeto desvairado. Nem atitude aloprada


Política não é brincadeira. Nem paixão. Nem euforia transloucada. Nem ímpeto desvairado. Nem atitude aloprada. 

POLITICA É CIÊNCIA. Tem razão, apesar de todo sentimento envolvido. Tem que ter racionalidade e muita percepção de mundo, e, óbvio, uma boa dose de ciência que nada mais é do que o estudo técnico e científico, empírico ou teórico, não importa os métodos, de percepção do que se está fazendo.

À época em que estive por nove meses pré-candidato a prefeito pelo município de Cachoeiro de Itapemirim, alertei aos prefeitáveis, TODOS ELES da época, de que deveria haver uma união de forças para que houvesse o mínimo de competitividade para este pleito que ocorreu domingo.

Disse em alto e bom som de que a derrota seria acachapante se não houvesse um projeto rápido de construção de uma oposição sólida e propositiva, além das bravatas, frases de efeitos, apropriação de ondas a nível nacional e ufanismo barato.

Deveria haver não apenas "união", mas uma proposta concreta de cidade.

Eu, enxergando o cenário e tomado por outros compromissos pessoais acredito que senão fui o primeiro fui um dos primeiros a enxergar a retirada do nome em prol de algum outro projeto mais promissor que o meu, dado aos meus compromissos pessoais e sobretudo a observação do cenário.

Mas ai ficou a turma toda empoleirada em seus pleitos eletivos. Tomando porrada da população, da imprensa, da situação...

Fizeram feio. Com a exceção do brilhante trabalho de Diego Libardi, que chegou depois mas conquistou brilhantemente seu espaço, os demais candidatos foram abduzidos da realidade e passaram a pedir voto no mundo da ufologia: completamente desconectados do mundo real.

O político a ser batido praticamente passou ileso as presepadas dos opositores que gladiaram-se entre si.

Li agora a pouco uma candidata a prefeita que teve votação inferior a votação do vereador mais votado fazendo pose dizendo que saiu fortalecida do pleito. Fortalecida como meu Deus???? Que falta de vergonha coletiva é essa???? É dar diploma de idiota pra população inteira, não só a seus eleitores. Se tivesse algum respeito pelo povo e pelo pleito retiraria correndo antes de começar sua candidatura, pra evitar gastar uma grana preta dos recursos públicos fabricando santinho e fazendo propaganda.

O orgulho desvairado, a arrogância imbatível, a prepotência desajuizada foram os grandes componentes dessa eleição "cachoeirana."

A falta de um projeto viável transformou a eleição de 2020 na barbada do século. Victor levou essa com os pés nas costas, note bem os detratores: praticamente sem a necessidade da presença de Casagrande por aqui (por ai, já que escrevo do Rio Grande do Sul).

O grande vencedor dessa história é sem dúvidas, Sr. Victor Coelho, que, muito bem assessorado, não se expôs ao ridículo desnecessariamente, nem rebateu críticas levianas de quem nem projeto de governo tinha, a não ser sandices a apresentar.

Uma coisa reafirmo, que sempre disse abertamente: nunca considerei a gestão de Victor péssima. Sempre a avaliei como mediana. Abaixo das expectativas acerca das necessidades do município. Foram quatro anos sem obrar relevantes e com baixissimo desempenho na geração de empregos.

Com este compromisso renovado pela população, que Victor definitivamente aproveite seu mandato para entregar o melhor pra Cachoeiro.

E quanto a oposição: procurem um psicanalista, um coach, uma consultoria de mentoria de vida...sei lá...se reinventem galera, porque esse ano FOI FEIOOOO PRA VOCÊS!


Bruno Ramos Empreendendor Analista de Relações Internacionais graduado pela Universidade Vila Velha - UVV

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