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High Politics

Por que Bolsonaro não convidou os presidentes da Venezuela e Cuba para a sua cerimônia de posse?


No estudo das Relações Internacionais existe um subcampo de estudo que chamamos de High Politics. Em tradução livre, "altas políticas", termo que designa todos os temas de maior relevância para os atores internacionais no tocante a suas preferências e necessidades estratégicas e principalmente a questões de segurança.

Mudar a visão que o mundo tem ou "tinha" em relação ao Brasil entra na agenda das Relações Internacionais do novo governo brasileiro.

O Brasil fora associado nos últimos anos a um país permissivo, condescendente, envolto a corrupção, apoiador de ditaduras e regimes autoritários...a relevância da diplomacia do Brasil pendula entre a relevância considerada por sua postura pacífica e sua função de fiel da balança nas relações regionais em nossa América Latina e a irrelevância de seu peso contributivo em decisões de grande impacto nas questões globais, a ponto de ser chamado de "anão diplomático" pela diplomacia mundial.

O modo atabalhoado de agir da diplomacia brasileira na era petista provocou momentos insólitos como por exemplo o asilo político ao presidente de Honduras Zelaya, o alinhamento permanente do Brasil aos ditadores Fidel Castro e seus sucessores, Hugo Chaves e Maduro, ditaduras africanas e até mesmo árabe com o alinhamento de Lula a Muamar Kadafi da Líbia e ao asco do mundo o líder do Irã.

Na nova High Politcs do novo governo, realinhar e elevar o nível da diplomacia brasileira envolve deixar bem claro para o mundo com atos práticos como o não convite a estes ditadores mundiais nem como cortesia nem como protocolo e de que não terá pacto com nações que subjugam seus povos em detrimento da democracia.

O mundo está entendendo o recado que está sendo dado.


Bruno Ramos Empreendendor Analista de Relações Internacionais graduado pela Universidade Vila Velha - UVV

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