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As pedras clamarão

Hoje, vivemos a era dos "pregadores coaches": uns sujeitos moderninhos ai que vivem pelas igrejas, e as vezes, até fazem "eventos" ao invés de "cultos" com discurso de auto ajuda


No início dessa década arrumei uma briga muito séria e rude "pregando" por aqui, por ali, por acolá contra os mercenários da fé:

aqueles que se apossaram dos microfones e púlpitos para pregarem heresias sobre prosperidade quando no fundo queriam mesmo era encherem vossos rabos de dinheiro utilizando-se da fé alheia. Dinheiro, dinheiro e mais dinheiro - os representantes de mamon.

Esses caras ainda existem, mas ai, veio a crise econômica, veio a queda nas receitas igrejeiras e no final todo mundo arrumou outro "trem" pra pregar.

Hoje, vivemos a era dos "pregadores coaches": uns sujeitos moderninhos ai que vivem pelas igrejas, e as vezes, até fazem "eventos" ao invés de "cultos" com discurso de auto ajuda, de mentalização e paradas do tipo "vença na vida descobrindo sua força interior." Eu particularmente acho esses caras mais honestos do que os pastores das ondas anteriores. Pelo menos não escondem quem são e não usam de dissimulação: são coaches, utilizam técnicas de psicologia e neuro linguística abertamente sem enganar ninguém quanto a isso.

Diga-se de passagem recebi no celular uma extensa lista de pregadores, cantores, atores gospeis que estão "com agenda aberta" para roubar você, digo, ministrar pra você em sua igreja...se fosse em outros tempos essa listinha nem existiria porque todo mundo tava tão ocupado, tão com agenda cheia que para receber shows e serviços de entretenimento gospel dessa galera ai você - ou o pastor presidente de qualquer igreja - deveria mesmo é ter que entrar na fila e esperar sua vez (e pagar cachês cada vez mais altos).

Um noticia agora meio que me deixou chocado, reflexivo e por isso me motivou a escrever esse texto. Uma cantora de forró secular, me parece de grande influência, porque até então eu não conhecia foi lá defender Jesus e glorificar a Deus em meio uma notícia lá.

Não vou me ater aqui numa possivel irritação a algum amigo católico e nem discutir sua fé. O objetivo do texto não é esse. Por isso meu amigo católico, não vamos discutir nos comentários sobre isso.

Mas me fez refletir sobre uma constatação que tenho feito a anos e me parece cada vez mais real:

- Me parece que as pessoas tem tido menos motivação/instrução/conhecimento/vontade de falar acerca de Jesus, tanto nas redes sociais quanto no dia a dia. Cada vez menos vemos pessoas se importando em apregoar sua fé, defender sua crença e relativizando tudo. Por exemplo: o sujeito é capaz de entrar em qualquer modinha de facebook, trocar foto de perfil, disso e daquilo, mas é incapaz de parar, pensar, elaborar uma mensagem de fé genuina para espalhar pelas redes. Até o famoso "JESUS TE AMA" anda meio sumido e em desuso costante.

- A sensação que tenho é que as pessoas estão meio rasas, ou totalmente rasas em relação a sua fé. Pessoas cada vez mais materialistas, egoistas, superficiais, carentes de tudo, achando que seus problemas são de origem psicológicos ou sentimentais mas nunca espirituais.

- As pessoas estão irreverentes. Não reverenciam Deus por nada mais.

- As pessoas estão insensíveis a voz de Deus.

- As pessoas estão desacresitando no poder da oração, no poder da santificação, no poder da adoração...

Tá tudo muito "on demand" (sob demanda) e pouco "do it yourself" (faça você mesmo)...ou seja, todo mundo quer as facilidades das benesses divinas mas não querem se comprometer com nada. Não estão motivadas a fazerem nada.

Espero que ainda não estejamos próximos de assistir o prenúncio de Jesus, de assistirmos as pedras clamando. Eu creio que se nos humilharmos e por misericórdia divina podemos ainda assistir a um grande avivamento nessa terra. Oremos.

Lucas 19: 38. "Dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas. 39. E disseram-lhe de entre a multidão alguns dos fariseus: Mestre, repreende os teus discípulos. 40. E, respondendo ele, disse-lhes: Digo-vos que, se estes se calarem, as próprias pedras clamarão."


Bruno Ramos Empreendendor Analista de Relações Internacionais graduado pela Universidade Vila Velha - UVV

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