Nota A deve ser convertida em favor da população - Jornal Fato
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Nota A deve ser convertida em favor da população

Embora muita gente torça o nariz para assuntos fiscais, é preciso entender que sem dinheiro, não dá para investir em ações que beneficiem a população


Desde 2012, quando começaram as avaliações do Tesouro Nacional, o Estado é nota A em capacidade de pagamento. Em 2018, os municípios foram incluídos e Cachoeiro também atingiu a nota máxima. Ambos repetiram o bom desempenho neste ano.

Apenas aqueles com notas A ou B recebem aval do Governo Federal para a contratação de novos empréstimos. Além disso, a chancela mostra que a unidade federativa gere bem os seus recursos, tem condição de investir, capacidade de arcar com seus pagamentos e compromissos.

Muita gente torce o nariz para assuntos fiscais como esse. Alguns em razão da falsa dicotomia entre as responsabilidades fiscal e social.

É preciso entender que sem dinheiro, não dá para investir em ações que beneficiem a população. Entretanto, perseguir as metas, como fim e não meio, faz das gestões exemplos de austeridade, mas fracassos em sua missão de melhorar a vida do cidadão. Não basta ter crédito e dinheiro em caixa. É preciso saber usar.

O secretário estadual de Fazenda, Rogélio Pegoretti Caetano Amorim, deixou a Prefeitura de Cachoeiro, no final do ano passado, com as contas em dia e azeitadas para investimentos.  Assumiu cargo equivalente no governo estadual com a mesma filosofia. Encontrou eco na forma de pensar do governador Renato Casagrande (PSB), assim como fora encorajado, em Cachoeiro, pelo prefeito Victor Coelho, que manteve seu legado.

Tem, assim como os gestores que o escolheram, a compreensão de que as finanças em dia são importantes, mas que de nada servem se não forem para promover políticas sociais eficientes. Dinheiro público é para ser investido, com método, em bons serviços para a população.


Dinheiro para o Ifes

O diretor-geral do campus do Instituto Federal do Espírito Santos (Ifes) de Cacheiro de Itapemirim, Edson Maciel Peixoto se reuniu quinta-feira (16) com a senadora Rose de Freitas (PODE-ES), em Brasília, a quem solicitou emenda de R$ 400 mil para custeio da unidade. "Atualmente, temos 2.529 alunos matriculados em diversos cursos afetados por falta de receita. O recurso que solicitamos é para cumprir com nossos compromissos", explicou.

(Foto: Moisés de Oliveira)


Wagner Santos Diretor e editor Jornalista

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