Músico cachoeirense lança 8º álbum instrumental - Jornal Fato
Cultura

Músico cachoeirense lança 8º álbum instrumental

Aroldo Sampaio escolheu a melancolia como característica principal de Born To Be Blue


João Augusto

O músico cachoeirense, Aroldo Sampaio, lança seu 8º álbum - "Born To Be Blue"-. Os acordes harmoniosos, que passeiam entre a melancolia e sensibilidade se destacam e levam os ouvintes à reflexão.

Aroldo conta que optou por dar ao disco uma característica única, com um conceito melancólico nas canções. A proposta do disco, segundo ele, é exatamente essa, despertar à imaginação por meio das notas tristes.

"Este álbum, mexe com a imaginação do ouvinte. Por meio da melodia angustiante é possível criar cenas em sua imaginação, como por exemplo, a bailarina imaginaria que dança em passos delicados ao som de "Kayxa de Musga", disse.

O disco contém 13 faixas autorais, sendo o instrumento principal, a guitarra. Além de Sampaio, participaram do álbum, os músicos Ronnie Silveira, Juba, Marcos Tadeu, Ângela Volpato, e Maycon Costa da banda Pink Flaming.

O lançamento do álbum, que também tem a proposta fotográfica diferente, deve ocorrer na segunda quinzena deste mês, no Mourad's, ainda sem data definida.

Um encarte com 60 imagens fotografadas pelo próprio músico acompanhará o disco, o que desperta intimismo e descreve a percepção artística do artista.

Opinião

"Aroldo Sampaio é incansável. Mal a gente se recupera de um álbum seu, ele já desova outro. Sempre criativo, sempre pesquisando, sempre colaborando. Sempre trabalhando em prol da música, da arte. E lá vem ele de novo, agora com "Born To Be Blue", uma ode ao seu gênero musical favorito, o blues. Canções que se alternam entre simples e complexas, mas sempre belas e intimistas, com seu toque todo pessoal e inconfundível, estilo que vem aprimorando ao longo dos anos, partindo de suas influências de Jimmy Page e David Gilmour. E além. Já são oito álbuns, todos independentes, todos autoproduzidos, um número sem par no universo da música capixaba. Parece muito, mas não para ele, que diz ter mais outros tantos na manga, ainda sendo lapidados e doidos pra voar. Que venham", disse Márcio Coelho.

"Alma limpa, coração aberto, ouço as músicas. A viagem é lenta, como num trem. Os acordes invocam memórias, sensações de tardes no interior, de lugares muito distantes, de pessoas com quem já me relacionei, meu íntimo sendo provocado. Canções excelentes, de diversas cores, mostrando uma versatilidade única. O tecnológico dos efeitos computadorizados nos apresenta uma viagem psicodélica nos arranjos de "Standard Treatment", uma coisa meio Pink Floyd, meio banda de rock de garagem, meio Aroldo mesmo, aquele que se reinventa enquanto cria. Uma eterna sala de ensaio - talvez influência de sua atual fase, em que vem criando junto a atores e bailarinos trilhas sonoras de espetáculos e performances. "Kayxa de musga" chega com efeitos dissonantes, violão e guitarra dançam. É música para sentir. Para ouvir o que ela nos tem a dizer", afirmou o ator Luiz Carlos Cardoso.

O CD conta com o patrocínio da Citron Instrumentos Musicais, Molduraria Cachoeiro, Sete Distribuidora, Fajardo Lima Advocacia, Croma cpt & Fotolitos, Vapt Vupt lanches e Marô cerveja artesanal.

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