Produção industrial cresce 13,1% em junho - Jornal Fato
Nacional

Produção industrial cresce 13,1% em junho

Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002


Em junho de 2018, a produção industrial nacional cresceu 13,1% frente a maio (série com ajuste sazonal), eliminando a queda de 11,0% do mês anterior, que refletiu a greve dos caminhoneiros. Esta foi a maior alta da série histórica, iniciada em 2002.

Período Produção industrial
Junho 2018 / Maio 2018 13,10%
Junho 2018 / Junho 2017 3,50%
Acumulado em 2018 2,30%
Acumulado em 12 meses 3,20%
Média móvel trimestral 0,50%

No confronto com junho de 2017 (série sem ajuste sazonal), a indústria cresceu 3,5% em junho de 2018, após recuar 6,6% no mês anterior, quando interrompera 12 meses consecutivos de taxas positivas

Os índices foram positivos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2018 (1,7%), como para o acumulado do ano (2,3%). O acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 3,0% em maio para 3,2% em junho, assinalou ligeiro ganho na intensidade de crescimento, após interromper no mês anterior a trajetória ascendente iniciada em junho de 2016 (-9,7%).

A publicação completa da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF) pode ser acessada ao lado desta página.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Junho de 2018

Grandes Categorias Econômicas Variação (%)
Junho 2018/Maio 2018* Junho 2018/Junho 2017 Acumulado Janeiro-Junho Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital 25,6 9,5 9,5 9,5
Bens Intermediários 7,4 1,8 0,9 1,8
Bens de Consumo 19,8 5,6 3,5 4,4
  Duráveis 34,4 16,0 14,3 15,4
  Semiduráveis e não Duráveis 15,7 3,2 0,7 1,8
Indústria Geral 13,1 3,5 2,3 3,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria 
*Série com ajuste sazonal

 

22 dos 26 ramos pesquisados apresentam alta em junho

A alta de 13,1% na indústria na passagem de maio para junho de 2018 reflete o crescimento de todas as grandes categorias econômicas e de 22 dos 26 ramos pesquisados.

Entre os setores, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (47,1%) e produtos alimentícios (19,4%). Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de bebidas (33,6%), de produtos de minerais não-metálicos (20,8%), de celulose, papel e produtos de papel (17,9%), de produtos de borracha e de material plástico (12,5%), de outros produtos químicos (7,3%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,6%), de produtos de metal (11,1%), de móveis (28,5%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (19,0%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,5%), de máquinas e equipamentos (5,6%), de couro, artigos para viagem e calçados (14,5%), de produtos de madeira (17,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,1%) e de metalurgia (2,5%).

Por outro lado, entre as três atividades em queda na produção, o principal impacto no total nacional veio do ramo de outros equipamentos de transporte (-10,7%), que marcou a segunda taxa negativa consecutiva e acumulou perda de 24,0% nesse período.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, a categoria de bens de consumo duráveis, ao avançar 34,4% em junho de 2018, mostrou a expansão mais acentuada do mês, influenciada, em grande parte, pela maior produção de automóveis. Esse crescimento foi o mais intenso desde o início da série histórica e reverteu a perda de 26,1% observada em maio.

Os setores produtores de bens de capital (25,6%), de bens de consumo semi e não-duráveis (15,7%) e de bens intermediários (7,4%) também apontaram taxas positivas nesse mês, com todos eliminando os recuos registrados em maio. Esses setores também assinalaram os resultados positivos mais elevados desde o início de suas séries históricas.

 

Média móvel trimestral cresce 0,5%

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria cresceu 0,5% no trimestre encerrado em junho de 2018, após recuar 3,4% em maio.

Entre as grandes categorias econômicas, frente ao mês anterior, o segmento de bens de capital (1,4%) teve o resultado positivo mais elevado nesse mês, após queda de 4,4% no mês anterior. Os setores produtores de bens intermediários (0,8%), de bens de consumo semi e não-duráveis (0,6%) e de bens de consumo duráveis (0,5%) também assinalaram taxas positivas em junho de 2018, com o primeiro interrompendo a trajetória descendente iniciada em janeiro desse ano; e os dois últimos eliminando apenas pequena parte das perdas registradas no mês anterior: -3,8% e -7,9%, respectivamente.

 

Produção industrial cresce 3,5% em relação a junho de 2017

Na comparação com junho de 2017, o setor industrial cresceu 3,5% em junho de 2018, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 15 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 50,4% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (26,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (11,4%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria. Outras contribuições positivas vieram de bebidas (13,6%), de celulose, papel e produtos de papel (7,0%), de indústrias extrativas (1,6%), de metalurgia (3,3%) e de produtos de minerais não-metálicos (4,8%).

Por outro lado, ainda em relação a junho de 2017, entre as 11 atividades com redução na produção, a principal influência veio de produtos alimentícios (-2,8%). Vale destacar também as contribuições negativas dos ramos de outros equipamentos de transporte (-14,4%), de produtos têxteis (-8,0%), de produtos diversos (-10,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,1%) e de outros produtos químicos (-1,9%).

Ainda no confronto com igual mês de 2017, bens de consumo duráveis (16,0%) e bens de capital (9,5%) assinalaram, em junho de 2018, as expansões mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (3,2%) e de bens intermediários (1,8%) também mostraram resultados positivos nesse mês, mas com ambos avançando com intensidade menor do que a média nacional (3,5%).

O segmento de bens de consumo duráveis avançou 16,0% em junho de 2018 frente a igual período do ano anterior, após recuar 11,7% em maio. Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (32,4%). Vale citar também as expansões assinaladas por móveis (2,9%) e outros eletrodomésticos (19,2%). Por outro lado, os principais impactos negativos foram verificados em eletrodomésticos da "linha branca" (-10,2%) e da "linha marrom" (-15,4%) e motocicletas (-16,3%).

O setor de bens de capital cresceu 9,5% em junho de 2018, após cair 6,7% em maio. O segmento foi influenciado pelo avanço nos bens de capital para equipamentos de transporte (20,5%). As demais taxas positivas foram dos bens de capital de uso misto (17,8%), para construção (24,7%), para energia elétrica (2,7%) e agrícolas (1,3%). Por outro lado, o único impacto negativo foi assinalado pelos bens de capital para fins industriais (-4,1%).

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, ao avançar 3,2% em junho de 2018, voltou a crescer após recuar 9,2% em maio. O desempenho nesse mês foi explicado pelas expansões nos grupamentos de carburantes (13,4%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (4,3%). Por outro lado, os subsetores de semiduráveis (-2,2%) e de não-duráveis (-1,5%) tiveram taxas negativas.

A produção de bens intermediários cresceu 1,8% em junho de 2018, após cair 5,0% em maio. O resultado desse mês foi explicado pelos avanços nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (14,1%), de celulose, papel e produtos de papel (8,2%), de metalurgia (3,3%), de indústrias extrativas (1,6%), de produtos de minerais não-metálicos (4,8%) e de produtos de metal (3,6%).

As pressões negativas vieram dos produtos alimentícios (-7,7%), produtos têxteis (-10,0%), outros produtos químicos (-2,1%), produtos de borracha e de material plástico (-0,2%) e máquinas e equipamentos (-0,4%). Ainda nessa categoria econômica, vale citar também os resultados positivos assinalados pelos grupamentos de insumos típicos para construção civil (3,6%), que reverteu a queda de 8,9% observada em maio; e de embalagens (4,6%), que voltou a crescer após recuar 10,9% no mês anterior.

 

Em 2018, indústria acumula alta de 2,3%

No índice acumulado para janeiro-junho de 2018, frente a igual período do ano anterior, a indústria cresceu 2,3%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 14 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 49,6% dos 805 produtos pesquisados.

A atividade que exerceu a maior influência positiva foi veículos automotores, reboques e carrocerias (18,3%). Outras contribuições positivas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (18,2%), de metalurgia (5,8%), de máquinas e equipamentos (4,3%), de celulose, papel e produtos de papel (4,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,9%), de bebidas (2,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%) e de produtos de borracha e de material plástico (2,4%).

Por outro lado, entre as 12 atividades em queda, as principais influências vieram de outros produtos químicos (-2,8%), indústrias extrativas (-0,7%), produtos alimentícios (-0,6%) e couro, artigos para viagem e calçados (-5,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, os resultados de 2018 mostraram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (14,3%) e bens de capital (9,5%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (15,6%) e eletrodomésticos da "linha marrom" (27,9%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (18,2%), na segunda. Os setores produtores de bens intermediários (0,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,7%) também assinalaram taxas positivas no índice acumulado no ano, mas com avanços abaixo da média nacional (2,3%).

 
 

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