Cloreto férrico contaminou rio - Jornal Fato
Meio Ambiente

Cloreto férrico contaminou rio

Contaminação que atingiu parte da bacia do rio Itapemirim, mas não causou problemas no abastecimento em Cachoeiro


Produto químico teria sido originado da indústria Uniaves, que fica em Castelo (Fotos: Divulgação

 

Os fiscais do Instituto Estadual de Meio ambiente (Iema) identificaram a empresa responsável pelo produto químico que atingiu o Rio Castelo, um dos principais afluentes do Rio Itapemirim, na noite de domingo (29).

 

O produto é cloreto férrico, que é utilizado para tratamento do efluente da empresa, que não teve o nome revelado pelo Iema, mas que o secretário municipal de Meio Ambiente de Cachoeiro de Itapemirim, Mário Louzada, revelou ser a Uniaves, de Castelo.

 

Na empresa, que tem capacidade para abater 160 mil aves por dia, ninguém quis dar declarações. Entretanto, reconheceram que fiscais do Ibama, Iema e da Polícia Ambiental estiveram na empresa avaliando seus procedimentos.  

 

Segundo o Iema, a empresa responsável será intimada a apresentar relatório com uma análise completa desse produto e os efeitos nocivos para o meio ambiente. O instituto ambiental adotará todas as medidas administrativas cabíveis para que a empresa responda pela infração ambiental cometida.

 

Contaminação

 

O caso aconteceu no domingo, quando a captação de água no distrito de Conduru chegou a ser suspensa, mesmo procedimento adotado por precaução em Itaoca. O alerta foi dado por moradores ao perceberem que a água assumia coloração avermelhada e apresentava espuma e mau-cheiro. Os peixes que tiveram contato com o líquido morreram.

 

De acordo com a BRK Ambiental, concessionária dos serviços de saneamento básico em Cachoeiro, a captação foi interrompida preventivamente. E o crime ambiental ocorreu, possivelmente, por algum descarte irregular de resíduos.

 

Segundo a empresa, a alteração foi identificada pelo Centro de Controle Operacional da concessionária, que monitora a qualidade da água em tempo real.

 

 O abastecimento na região não foi prejudicado, já que os reservatórios da BRK Ambiental conseguiram atender à demanda da população. A captação no distrito de Conduru foi retomada na manhã de ontem, às 8h00, após a concessionária realizar série de testes que atestaram que a água no Rio já estava dentro dos padrões de qualidade.

 

Apesar da enorme mortandade de peixes, registrada por moradores de Conduru nas redes sociais, a água poluída chegou diluída em na zona urbana de Cachoeiro e o abastecimento na cidade não foi prejudicado.

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