Filho que agrediu maratonista é condenado pela Justiça - Jornal Fato
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Filho que agrediu maratonista é condenado pela Justiça

Valdemir de Mattos teve lesões na cabeça e coluna que o impedem de correr


O torneiro mecânico, Júlio César da Cruz Mattos, de 36 anos, que agrediu o próprio pai a pedradas, o maratonista Valdemir de Mattos, foi condenado a dez anos de prisão em regime fechado. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (12), no Fórum Desembargador Horta de Araújo, em Cachoeiro de Itapemirim.

Júlio estava recluso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim há dois anos e três meses e, ainda esta semana deve ser encaminhado ao Presídio Regional, também no município, onde vai cumprir sete anos e sete meses, em progressão de pena, pelo tempo detido no CDP.

Durante o julgamento, Júlio negou que tenha lançado a pedra sobre o pai, porém, segundo depoimento de familiares, a agressão de fato aconteceu. Ainda segundo testemunhas, no momento do crime, o réu estava sob efeito de drogas. Ele foi condenado por homicídio qualificado tentado.

O crime

No dia 12 de março de 2016, Valdemir, na época com 70 anos, deu entrada na Santa Casa de Misericórdia do município após ter sido agredido pelo filho, que lançou uma pedra em sua cabeça, fazendo com que o maratonista despencasse de uma escada. O caso aconteceu na residência onde mora a família, no bairro Zumbi.

Familiares relataram à polícia que a discussão teve início após Júlio César, exigir dinheiro ao pai para comprar droga. Com a negativa do pai, o homem ficou alterado e iniciou as agressões.

Valdemir ainda se recupera das lesões e tem os movimentos limitados, ele precisa de ajuda para se vestir e andar e faz tratamento fisioterápico.

O atleta

Valdemir é conhecido por disputar maratonas estaduais e nacionais. Durante sua trajetória, o atleta conquistou medalhas e o respeito de outros corredores.

Valdemir, dias antes do ocorrido, recebeu a notícia que era um dos escolhidos para conduzir a Tocha Olímpica durante a passagem por Cachoeiro, no dia 16 de 2016, véspera de seu aniversário, mesmo debilitado, o maratonista, que passou um mês internado na Santa Casa do município, carregou a Tocha em uma cadeira de rodas, acompanhado da esposa, Cely.

Durante o percurso, Valdemir se emocionou bastante, e comoveu o público que acompanhava o evento. Atualmente, Valdemir está fora das corridas de rua por sua condição.

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