De portas abertas para o mundo - Jornal Fato
Emancipação

De portas abertas para o mundo


O Porto Central deve gerar 4,7 mil empregos em sua fase de instalação, a partir de 2018

 

A localização privilegiada de Presidente Kennedy - central no sudeste e próximo aos grandes centros de produção e consumo do país - atraiu para o município do litoral sul do Espírito Santo investidores holandeses que vão instalar na cidade capixaba o Porto Central.

 

A forte vocação para o comércio exterior também poderá ser explorada a partir do empreendimento. O objetivo é suprir lacuna importante na infraestrutura capixaba, dominada por portos privativos e exclusivos, já com sua capacidade esgotada.

 

Além desses pontos, o Porto Central também pretende receber novos empreendimentos, oferecendo saída para o mar, algo que nos portos já instalados já não é mais possível, por falta de área.

 

Trata-se de uma joint-venture que une a empresa capixaba TPK Logística e o Porto de Roterdã, o maior da Europa. O empreendimento foi projetado no conceito porto-indústria e terá grande impacto na região.

 

Hoje a economia kennedense é apoiada basicamente na pecuária, na agricultura e nos royalties do petróleo. Sua posição geográfica fica bem no centro da costa leste Brasileira, próximo aos maiores produtores de ferro, produtos siderúrgicos, produção agrícola, granito e mármore para exportação, além dos principais campos de óleo e gás do país.

 

O novo complexo industrial, de classe mundial, com águas profundas, será desenvolvido junto ao porto de Roterdã, que na Holanda tem 80 terminais e 90 quilômetros de cais, abrigando cinco refinarias e nove usinas elétricas, que injetaram na economia holandesa R$ 12 milhões de Euros em 2013.

 

"Abrigar o porto é estar de portas abertas para o mundo. Gera desenvolvimento e será muito bem- vindo a Presidente Kennedy. A Prefeitura faz sua parte e prioriza a Educação. Ampliamos os investimentos em todas as áreas e nos preparamos para as oportunidades que serão criadas", diz a prefeita Amanda Quinta, em vídeo.

 

O programa de capacitação do município promove a qualificação do pessoal local para a educação profissional e o desenvolvimento de gestores.

 

Jonathan Rosa, morador de Presidente Kennedy, fez curso profissionalizante básico de elétrica. "Vindo esse porto, eu já posso saber que tenho meu emprego garantido", diz. Carolina Reis Cruz, que fez curso de padaria e confeitaria, pelo Senac. "O importante é qualificar quem mora dentro do município", diz.

 

Obras devem começar em 2018

 

As expectativas são boas para que as obras do Porto Central comecem em Presidente Kennedy no início de 2018. No final de março a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou o início da construção e operação do complexo industrial portuário.

 

Resta agora apenas a Licença de Instalação, que deve ser emitida pelo Ibama ainda neste mês. Depois disso, serão necessários, ainda, cerca de dez meses para que a obra tenha início, de acordo com o secretário de Estado de Logística, Transporte e Comércio Exterior, Neucimar Fraga.

 

Edwin van Espen, diretor do Porto Central, afirma que "a autorização da Antaq é um marco importantíssimo para o projeto". O investimento estimado para a construção do porto é de R$ 5 bilhões. A obra deve ser concluída entre 2019 e 2020 e gerar, neste período, 4,7 mil empregos.

 

Sobre o porto

 

O distrito industrial de Presidente Kennedy, com sua área de 6,8 mil hectares, que abrigará o Porto Central, conta com planejada infraestrutura logística de para os modais ferroviários e rodoviários.  Os serviços técnicos para a implantação do empreendimento capixaba começaram em 2012.

 

O Porto Central será instalado em uma área de aproximadamente 2 mil hectares, o equivalente a 3 mil campos de futebol. O porto acomodará vários terminais de grande escala ao longo de seus 10 quilômetros de berços e píeres.

 

Com até 25 metros de profundidade, o Porto Central estará apto a receber os maiores navios do mundo, com até 400 mil toneladas de capacidade.

 

Acesso Rodoviário

 

O Porto Central conta com uma ampla rede de acessos às principais malhas rodoviárias do país, incluindo as rodovias federais BR-101, provendo acesso ao norte e sul do país, e a BR-262, provendo acesso ao leste e oeste do país.

 

O Porto Central terá acesso direto às rodovias estaduais ES-060, ES-162 e, futuramente, através da extensão da ES-297, conectando o Porto Central às rodovias federais BR-101 (localizada a apenas a 30 km do Porto Central) e BR-262.

 

Nova ferrovia viabiliza empreendimento

 

O governo federal anunciou em março a renovação do contrato da concessionária que comanda a Estrada de Ferro Vitória-Minas. Com isso, será antecipada concessão o controle da ferrovia, pela Vale, por mais 30 anos - o acordo atual expiraria em 2026.

 

Em contrapartida, a mineradora terá que construir novo ramal ferroviário, que vai ligar o Complexo de Tubarão, na Capital, ao futuro Porto Central, em Presidente Kennedy, num investimento que deve superar R$ 1 bilhão e gerar cinco mil empregos.

 

A obra, com 160 quilômetros de extensão, que cortará dez municípios capixabas, deverá ser a primeira fase de uma estrada de ferro ainda mais ampla - com mais 410 quilômetros -, que ligará Kennedy ao Rio de Janeiro.

 

Em nota, a Vale informa que está em fase avançada com a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) para definição do valor da eventual renovação da Vitória-Minas. "Uma parte da ferrovia Rio-Vitória pode ser uma opção de investimento, desde que assim definido pelo governo federal, uma vez que não há a necessidade de realizar investimentos adicionais na EFVM".

 

A ferrovia oferecerá uma nova alternativa logística econômica e competitiva para a exportação e importação de cargas.

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