Eu amo Samba - Jornal Fato
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Eu amo Samba


O título acima é de um show, em que se apresentam duas gerações de sambistas. Os idealizadores são Diogo Nogueira e Alcione, e tendo Jorge Aragão como convidado - todos com o nome consolidado na música popular brasileira. De Alcione não há muito o que falar, é a maior sambista brasileira, Jorge Aragão tem seu nome entre os grandes músicos e Diogo Nogueira representa o novo, o herdeiro dos grandes sambistas e aos quais cita com reverência, filho de João Nogueira - histórico amante e divulgador do samba, acompanhou seu pai nas rodas quando criança, contudo o pai sonhava outra profissão para o filho, a de jogador de futebol. Ele chegou a jogar como profissional, mas logo abandonou a carreira, a musicalidade que jorrava em suas veias foi mais forte.

 

E após vencer alguns obstáculos, lá estava eu na arena de shows do Shopping Vila Velha, empolgada como uma adolescente diante dos ídolos. Alcione foi a primeira a cantar, com um vozeirão incrível, porém cansada da maratona do carnaval, cantou sentada e não disfarçou o peso da idade, o que não a impediu de apresentar seus maiores sucessos, todos repetidos em uníssono pelo público. Diogo Nogueira deixou a plateia extasiada - jovem, bonito, com uma voz cativante, carismático, utilizando o palco com leveza, cantou e dançou durante uma hora e meia, sempre sorrindo e demonstrando o prazer de cantar samba. Além da fina elegância no vestir e na forma de se comunicar. Iniciou o espetáculo reverenciando os grandes sambistas brasileiros, a quem prestou homenagem: Martinho da Vila, Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Monarco, Almir Guineto, Cartola, Arlindo Cruz e seu pai João Nogueira. Convidou Jorge Aragão para apresentar seus sucessos, demonstrando carinho e admiração pelo músico veterano, e encerrou o show ovacionado e sob um coro frenético do público pedindo bis.

 

Já há algum tempo acompanhava o trabalho de Diogo Nogueira, a presença marcante e a naturalidade da voz já me intuíam quem se revelava o sucessor dos grandes sambistas, filho da melhor estirpe e com a música na voz e no sangue. Não há produção que justifique, o talento é inato e explode.

 


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