Vargem Alta lamenta perda de médicas cubanas - Jornal Fato
Cidades

Vargem Alta lamenta perda de médicas cubanas

A suspensão do Programa Mais Médicos terá impacto na saúde do município, que não poderá mais contar com quatro profissionais


Médicos cubanos desembarcam no Brasil, em 2013 - José Cruz/Arquivo Agência Brasil

Com o anúncio da saída de Cuba do programa social Mais Médicos, no Brasil, a Prefeitura de Vargem Alta deve perder as médicas cubanas que atuam no município serrano. A data para a partida delas ainda não está definida, mas a preocupação é grande.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, com a suspensão do programa, estima-se que 3 mil famílias, aproximadamente 12 mil pessoas, de 28 comunidades do município, sofrerão com a redução do atendimento médico.

"As profissionais Já estavam atuando em Vargem Alta há cerca de dois anos, totalmente inseridas nas rotinas de trabalho e devidamente adaptadas a realidade da população local, oferecendo atendimento digno a milhares de cidadãos", informa em nota a Secretaria Municipal de Saúde.

 

Polêmica

Autoridades do governo de Cuba anunciaram que cerca de 8 mil profissionais que atuam no programa "Mais Médicos" e que prestam serviços no Brasil retornarão antes do fim do ano. Representantes dos ministérios de Saúde Pública (Minsap) e do Transporte informaram que há um plano para o regresso "ordenado e seguro" dos médicos, que começará no final da próxima semana e deve terminar em meados de dezembro.

Na última quinta-feira (15), um grupo de 196 médicos cubanos retornou ao país. A reação ocorre no momento em que o governo de Cuba anunciou o rompimento da parceria por não aceitar as exigências do presidente eleito Jair Bolsonaro, que questionou a sua preparação e condicionou a presença dos profissionais no Brasil à obrigatoriedade de eles se submeterem à revalidação do título.

A participação dos médicos cubanos no projeto "Mais Médicos" começou em 2013, no mandato da então presidente Dilma Rousseff, com o objetivo de garantir o atendimento de saúde a comunidades desfavorecidas em favelas e regiões pobres.

Comentários

VEJA TAMBÉM...