Quatro Artesãos da Região - Jornal Fato
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Quatro Artesãos da Região

Cachoeiro e região Sul tem, sim, grande quantidade de artesãos que se alia à qualidade da arte deles


Cachoeiro e região Sul tem, sim, grande quantidade de artesãos que se alia à qualidade da arte deles. Mas ainda não temos uma política centrada nesses artesãos, através da divulgação do nosso artesanato e, principalmente, na identificação daqueles que eu chamaria de super artesãos. Vou chamar a atenção, hoje, para apenas quatro, mas uma visão mais técnica e mais profissional encontrará, na nossa região, dezenas deles.

Por isso que peço desculpas aos que não vou nominar e mostrar o trabalho deles. Todavia, fica claro que vou persistir, como faço há alguns anos, no garimpo desse pessoal de qualidade. Garimpo difícil, vez que não sou expert nessa matéria, não frequento com frequência evento deles e eles não tem tido - nunca tiveram - uma atenção diferenciada e permanente, seja por conta do Poder Público, seja por conta de nossos órgãos de divulgação.

Aqui vão quatro artesãos:

Leonardo Sodré é pintor de quadros de motivos geralmente cachoeirenses e agora está se dedicando - bem recentemente - à pintura de pedras (mármore, granito, pedra portuguesa) que recolhe das ruas. São trabalhos de muita simplicidade, representativos de nossas coisas e surgem de pedras que iriam para o lixo. Nós, que gostamos de artesanato, deveríamos olhar com mais atenção seu trabalho. Empresas de mármore e granito da cidade e região, erroneamente só chamadas de destruidores da natureza, embora prestem grande serviço à economia local, deveriam olhar com olhos, se não de admiradores da arte, ao menos com olhar de melhoria da própria imagem. Coisa simples de fazer e muito barata. O celular de Leonardo é (28) 99922-7062.

Renato Ferreira da Silva, cachoeirense e Elias (Lia) Braga, do vizinho município de Atílio Vivacqua se especializaram na arte de pintar quadros de paisagens geralmente bucólicas, sobre azulejos brancos (e outros), utilizando quase que exclusivamente a ponta dos dedos - o que fazem, quando lhe pedem, à frente do "cliente", com rapidez e qualidade que eu, simples mortal, nunca pensei alguém pudesse fazer. Em poucos minutos, as mãos dos dois, que, acho, não se conhecem, transformam o espaço branco em iluminada paisagem que, certamente, vem, mais que do presente, do imaginário de ambos. Renato atende pelo telefone (31) 99152 8823. Elias - Lia - está no telefone (28) 99971 4230

Felipe Mansini, como o sobrenome indica, é cachoeirense e tem se especializado em confecção de brincos, esculturas de arame, decorações rústicas (como a da foto - tronco e orquídea), além de adereços como brincos, colares e pulseiras. Boa parte - parte importante - da matéria-prima que utiliza em seu artesanato vem diretamente da natureza. Seu telefone é (28) 99920 0576. Ele pode ser encontrado sempre nas imediações da Praça Jerônimo Monteiro, atualmente frente à antiga Casa Santa Terezinha.

O valor que eles cobram por seus artesanatos cabe perfeitamente no nosso bolso e eu estou convidando o leitor para, a partir deste texto, prestar atenção na obra deles e, se possível, contatá-los. Será uma boa surpresa para todos.

 

IMPRESSORA DO CORREIO DO SUL

Dizem que, antes, ela serviu a um dos mais importantes jornais cachoeirenses - O CACHOEIRANO - mas isso não está comprovado, ao menos para mim. Mas está muito bem comprovado que nessa impressora foram compostas as primeiras crônicas de Rubem Braga, o maior cronista brasileiro e as primeiras poesias de seu genial irmão Newton Braga. É a impressora do bi-semanário"Correio do Sul", fundado em 1928, pelos Braga.

Em qualquer lugar que homenageasse minimamente a cultura e seus vultos, tal impressora estaria em lugar de destaque da cidade, e não seria nada de mais que ela estivesse no principal ponto histórico, turístico e cultural da cidade, tudo junto. Menos em Cachoeiro.

A impressora está enterrada em óleo, para não se degradar, no distrito de São Vicente, sob cuidado de Paulo Henrique Thiengo, há 22 anos. Remontada, ela voltaria a funcionar.

Nesse tempo todo, eu e Paulo (a impressora é nossa, comprada com nosso dinheiro) estamos esperando que alguém da cidade tão homenageada por sua cultura e vultos culturais, tenha a coragem de investir para recuperá-la, remontá-la e mostrá-la ao cachoeirense, principalmente aos mais jovens, carentes de boas obras histórico-culturais.

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